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Centro de Ulan Bator. (Foto: Brücke-Osteuropa, Public domain)
Ulan Bator (ou Ulaanbaatar) é a capital da Mongólia.
Entenda
Capital da Mongólia, Ulan Bator é uma cidade com 1,5 milhão de habitantes que cresce rapidamente. Hoje metade da população já vive na cidade, aliás praticamente a única cidade do deserto de Gobi onde está a Mongólia livre. Os mongóis tem orgulho em afirmar que são três milhões de habitantes e que tem 45 milhões de animais (yakis - um gado bovino especial, camelos e cavalos) e que cedo ou tarde todos serão comidos.
A praça principal de Ulan Bator deixa claro os contrastes da cidade: a imensa praça (herança do padrão soviético) tem no lugar do antigo Lenin, um imenso Gêngis Khan. Na lateral direita da praça as lojas de grife: Hermenegildo Zegna, Louis Vuitton entre outras. Do outro lado prédio novos, espelhados - no modelo ocidental. A construção, vista de perto, não parece muito confiável, mas impressiona. Pouco quadras além já se encontram as ruas "normais" de Ulan Bator: quando asfaltadas não tem calçada e normalmente estão esburacadas (nada de novo para os paulistanos). O trânsito é caótico. Os sinais de trânsito (quando existem) são ignorados, faixa de pedestres quase inexistentes e não respeitadas (lógico) e uma confusão de carros: poderosos BMW - tipo SUV e Hummers novos e no meio jipes soviéticos antigos que são usados para tudo, desde táxi até lotação e os carros velhinhos, com volante à direita (importados pela Rússia siberiana do Japão) e lógico camelos. Pela disciplina no trânsito nota-se que os motoristas literalmente desceram dos camelos e passaram a dirigir os carros mais poderosos que seu dinheiro pode comprar.
É que nos últimos dez anos o país começou a explorar as suas minas de ouro (também de forma caótica) que estavam "escondidas" na época do domínio soviético (a Mongólia não fazia parte da URSS, mas era um pais-satélite).
O teatro nacional de Ulan Bator se orgulha de apresentar o melhor espetáculo folclórico com grandes e respeitados artistas. E é verdade. Há um esforço genuíno de mostrar aos turistas um bom espetáculo com o chamado violino "cabeça de cavalo" e o típico canto de laringe, danças folclóricas e bons tenores e sopranos. Enfim, nota-se um genuíno esforço em não decepcionar os turistas.
A rede hoteleira ainda é pequena, mas já há alguns poucos hotéis de padrão internacional. Para nós sempre era uma grande diversão em ver a qualidade de acabamento da construção. Nosso hotel, supostamente o melhor da cidade, tinha um novelo de fios no terraço que só estava no contra-piso. Considerando que Ulan Bator é a capital mais fria do mundo (mas sem neve) é compreensível, pois ninguém deve abrir a porta dos terraços.
Cotidiano
Embaixadas

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(Foto: Jaroslav Kursa, Public domain)
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